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| Nome: Ador�veis Drag�es |
| Idade: Na flor dos 25 |
| Moro em: Pernambuco. |
| Gosto de: Cerveja, cinema, boa conversa, boa literatura e, sem falso moralismo, sexo |
| N�o Gosto de: Gente besta |
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03/08/2006 21:24
Havia escrito um texto enorme sobre o poder da vida, mas descobri que não estou a fim de falar sobre isso. Nem vocês, tampouco, devem querer ler algo do tipo. Por isso, vou tentar sair com algo, no mínimo, poético. Vou tentar, por que poesia mesmo, deixo com Raquel, a minha fada dos poemas.
Ocorreu-me, agora, que nunca fizemos um texto sequer sobre o clube, sobre nossa história. O que, obviamente, é um absurdo total. Então, aproveitando o insight, destroçarei a história e as estórias dos dragões, para vocês, meus dragõezinhos.
Era uma vez no clube do dragão....
É engraçado como não enxergamos nossas potencialidades até que alguém de fora o faça por nós. E assim foi com o clube. Éramos, então, garotinhas suburbanas, saídas de colégios religiosos e - todas -, criadas sob o julgo matriarcal. Mentes brilhantes enclausuradas em modelos pequenos demais para o que poderíamos vir a ser.
É claro que não éramos umas tapadas, mas desabrochar, quando se viveu a vida inteira em um casulo, é um processo longo, complicado e demorado. A bem da verdade é que, apesar de todas as críticas, a "caótica" foi o grande meio de libertação. O veículo que nos abriu os olhos para os milhares de caminhos bem à nossa frente.
Não sabíamos, mas, juntas, nos tornávamos pouco-a-pouco um vulcão prestes a explodir e aparecer. Amadurecemos. Falo de um amadurecimento completo, intelectual, sexual, social e todos os "als" aos quais tínhamos direito. Aos poucos, fomos tomando o nosso lugar de direito entre as mentes mais belas, instigantes e brilhantes do jornalismo pernambucano. Sem falsa modéstia.
O que não sabíamos - de fato -, era o fato de sermos observadas de perto por verdadeiras bruxas. Sabem aquelas bruxas dos contos de fada? Iguais àquela que morria de inveja da branca de neve? pois é. Ao que me parece, o espelho usado por elas insistia em lhes mostrar a realidade, e elas não gostaram muito da história. Nas entrelinhas, sem que nós soubéssemos, elas criaram o clube do dragão. Lógico que com outras conotações.
Feliz ou infelizmente, as moças não tiveram a consciência de decifrar todas as nuances de ser um dragão e utilizaram-se de uma "classificação" pequena e insignificante. O enfrentamento, é claro, apenas nos libertou e nos fez entender que, de fato, éramos verdadeiros dragões. Lindos, potentes, inteligentes, sagazes, superiores e com uma fome voraz e devastadora. Fome de mundo; fome de vida; fome de contar a nossa nova história.
Tornamo-nos mulheres dragões. Toda mulher deveria experimentar tornar-se uma mulher dragão. Sem preconceitos, sem tabus, sem amarras, sem desculpas. Um dragão pronto para cuspir fogo e se afirmar como a dona da história - a dona da SUA história.
Faço, então, um convite a todas as leitoras (desculpem, meninos. Vocês devem se sentir privilegiados em ter um dragão dentro de casa, mas ser dragão, é privilégio nosso). Tornem-se os dragões que nasceram para ser. Libertem-se dos grilhões, decretem a sua independência e ouçam mais o que o fulano sentado no ombro esquerdo de cada uma - sim, eu sei que vocês também têem um enchendo o saco -, e chutem o pau da barraca, mandem todo mundo pras cucuias. E se amanhecerem com vontade de mandar alguém tomar no, mandem mesmo, mandem ver. Mas, sejam educadas. Dêem bom dia primeiro.
Mariana Lira
enviada por Adoráveis Dragões
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