Nome: Ador�veis Drag�es
Idade: Na flor dos 25
Moro em: Pernambuco.
Gosto de: Cerveja, cinema, boa conversa, boa literatura e, sem falso moralismo, sexo
N�o Gosto de: Gente besta


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28/08/2006 14:34
O confiar plenamente liberta, salva e desorganiza

Ela gostaria de ter decretado a "liberdade psiquica" há tempos. Talvez falte muito. A princesa necessita, urgentemente, abandonar conceitos e diminuir a importância dos outros em sua vida. Putz! Para se encontrar e caminhar sozinha ela precisa pôr-se a distância? Pensa, às vezes, que sim. Seria bom tomar decisões sem a interferência de amigos, conhecidos, psicólogos ou família. Mas a partir do momento em que a "garotinha" confia, ela relaxa. É é aí que o pensamento de alguém se torna o dela.

Por que precisa tanto dos outros para destinguir se a sua vontade é correta ou não? Não pode ser natural duvidar do que ela acha que é digno. É phoda um ser humano desconfiar das suas vontades. Os livros estão cheios de depoimentos semelhantes aos da princesinha... Entretanto, nenhum deles serve para suprir tamanha carência e falta de firmeza. Talvez ela ainda viva num espaço virtual cheio de palhaços, anjinhos e bandidos. Pode ser mesmo que a sua alma infantil, ainda, esteja presa num corpo já ameaçado em "sentir" as marcas do tempo.

Talvez seu erro seja a insistência numa "saudade eterna"... Saudade de quando a família se falava sem rancor. Saudade das comemorações do Natal e Ano Novo que eram, obrigatoriamente, realizadas na casa do seu avô. Saudade do avô que se foi há mais de seis anos. Saudade da "primalhada" reunida na "eterna 94". Saudade das férias escolares e da praia de Boa Viagem (naquela época o tubarão não comia a gente). Nostalgia de tudo!

Hoje ela tem dificuldade em conviver com realidades diferentes. Não deveria ser assim. Instante diferente não pode significar, necessariamente, um momento cruel. Mas é assim que ela funciona. É assim que ela sente, mesmo sem querer sentir. Em certos momentos a sua fragilidade ou agressividade é tanta que consegue ter saudade de situações que ainda nem viveu. Sonha com pessoas que não mais existirão. E é aí que a mulher malcriada chora desesperadamente por um abraço que não mais receberá. Sensibilidade? Ela acredita que não.

Por MissHeyJude
enviada por Adoráveis Dragões






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