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| Nome: Ador�veis Drag�es |
| Idade: Na flor dos 25 |
| Moro em: Pernambuco. |
| Gosto de: Cerveja, cinema, boa conversa, boa literatura e, sem falso moralismo, sexo |
| N�o Gosto de: Gente besta |
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01/08/2006 15:05

Senhores leitores dragoníferos, venho à esta tribuna confessar meus pecados, libertar meus monstros e pedir socorro. Após ter chutado o pau da barraca ao quase mandar minha psicóloga pras cucuiais, volto a este confessionário com a alma necessitada daquela horinha boba em cima do divã transmutado. Ao contrário do especulado por mim, não consegui domar os impulsos diabólicos do fulano instalado em meu ombro esquerdo e estou ficando louca - literalmente.
É difícil assumir, porém necessário. Não dizem que todo viciado tem que, primeiramente, enfrentar e aceitar suas fraquezas? Pois bem, aqui estou eu para assumir, solenemente, minha quase total dependência da finada psicóloga. A revolta inicial, como era de se esperar, parece ter-se dissipado frente ao buraco em minhas emoções. Estou vazia. Vazia das palavras orientadoras daquela que, um dia, eu quase mandei tomar no cu.
Eu sei, eu sei... Tanto barulho por nada.. Briguei, arenguei, bati o pé e acabei fazendo com que as tais couraças sobre as quais ela tanto fala ganhassem mais algumas grossas camadas. Bem pesadas, devo frisar. Pareço, enfim, estar carregando o peso do mundo inteiro nessas costas tão frageizinhas. Peço socorro... SOCORROOOOOO!!!!!!!! à minha saudosa psicopegadoida... no sentido mais literal da palavra.
Como o telefone dela só faz tocar sem me dar nenhuma resposta, ando fazendo uso de alguns artifícios. Nas minhas andanças pela rede dei de cara com alguns sites interessantes que falam sobre essa coisa da ansiedade e da vontade de correr mais do que as próprias pernas permitem. Informações até interessantes. Umas irrelevantes, outras de bastante valia. As instruções são básicas. Respire fundo, elimine pensamentos negativos, procure atividades que gastem energia... sim, eu sei de tudo isso, mas não sei por que, logo comigo, nada disso funciona. Então, apelo, raríssimas vezes, para o maldito e velho cigarrinho.
Mas estou precisando mesmo é da peste da psicóloga. Com todas as suas chatices e maezices era ela quem me trazia de volta, quem grudava meus pés no chão, e me tornava uma pessoa melhor e menos neurótica. Sim, ela conseguia essa proeza! Por isso sinto falta, esperneio e suplico: Dona Maria do Carmo, volta!!!!!!!!
enviada por Adoráveis Dragões
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