Nome: Ador�veis Drag�es
Idade: Na flor dos 25
Moro em: Pernambuco.
Gosto de: Cerveja, cinema, boa conversa, boa literatura e, sem falso moralismo, sexo
N�o Gosto de: Gente besta


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27/09/2006 14:34
Naquele dia

Naquele dia eu o amei com todas as forças. Como se daquela forma pudesse mantê-lo perto, mesmo que distante. Busquei a maneira mais cândida de deixá-lo sereno, e o pus, delicadamente, com a cabeça pousada sobre meu colo amantíssimo. Adormecemos tranqüilos, com os corações cheios de promessas de retorno.

Na manhã seguinte, amei-o mais do que mensurei um dia ser capaz. Não contive as lágrimas. Elas escaparam de meus olhos tentando fazê-lo entender a dimensão de um amor inexplicável em se tratando de palavras. Entreguei-lhe, então, meus olhos entristecidos pela dor da partida, suplicantes por um retorno rápido e indolor.

Na ausência de suas mãos, deliciei-me com suas frases, sempre exatas e completas. Suas declarações tão abertas fizeram-me sentir mais amada do que qualquer outra mulher sobre a face da terra. Naquele instante, eu fui a sua Vênus, sua Monalisa. Uma obra-prima esculpida por mãos fortes e másculas. Mãos do homem que me prometeu o amor eterno.

E eu me doei, então, como se procurasse fazer parte daquele corpo que me complementa e me deixa repleta de vida e de gozo. Quis ser para ele mais do que uma mulher. Quis ser, em toda a minha plenitude, sua menina, sua amiga, sua companheira. E eu o fui, sem maiores pudores ou medos.

É que perto dele eu me transformo em quem nasci para ser e saio para as luzes da ribalta sem receios de padecer. Este homem magnífico, não fazendo questão de ser parte de meu sucesso, foi sempre o estopim de todas as minhas vitórias. A ele, eu devo o apoio nas horas mais drásticas e insólitas.

Por isso, naquele dia, eu procurei amá-lo como se ama a uma rosa. Admirando cada pedaço daquele ser, sorvendo todo o seu esplêndido perfume, roubando para a minha vida um pouco da beleza que ele, tão despojadamente, me devota.

Que ele, em sua imensa sabedoria em amar, saiba que, naquele dia, eu o amei como a mim mesma. Da forma mais plena e completa; da maneira mais serena e devassa; como se saísse do caos para a primavera. Naquele dia eu o amei até o fim, até a última das suas células. E foi por isso tudo que eu decidi amá-lo como se ama a um filho: eternamente. Só aí, então, foi que me fiz completa. Completa de vida, completa de felicidade, completa com a verdade que somente se encontra no grande amor.

Mariana Lira



enviada por Adoráveis Dragões






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