Nome: Ador�veis Drag�es
Idade: Na flor dos 25
Moro em: Pernambuco.
Gosto de: Cerveja, cinema, boa conversa, boa literatura e, sem falso moralismo, sexo
N�o Gosto de: Gente besta


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15/09/2006 20:17
"Vocês falam o que elas sentem"
(Carlos Valline - eternamente ocupado)

De acordo com nosso leitor mais assíduo, meu eterno ocupado, o clube está travestido em espelho dos desejos, segredos, crenças, medos e dúvidas femininas. Confesso ter repreendido um certo espanto quando dei de cara com esta constatação, pois, da mesma forma que inflama nosso ego, também nos confere uma carga imensa de responsabilidade.

Enfim. Começamos com o desejo de fazer jornalismo, e agora, amadurecidas, fazemos vida, escrevemos história, tentamos contar ao mundo algumas de nossas lembranças. Buscamos ficar na memória. Nosso intuito era o de vomitar nossas vontades, sanar alguns medos, desvendar outros mistérios e esclarecer algumas dúvidas.

Percebo, entretanto, que acabamos por fazer um certo tipo de jornalismo mais próximo do coração. Que mais cativa do que afasta; que mais soluciona do que atrapalha; e que fala de coisas com as quais a imprensa pouco se importa: falamos de gente. E, creio eu, isso chamou a atenção de tantos que, como nós, também são verdadeiros dragões.

E, talvez aí resida o fato das autoras deste manual de sobrevivência para dragões, não se encontrarem muito no jornalismo que é feito bem debaixo de nossos narizes. Padecemos, todas, de saudade de um jornalismo mais humano e menos mercadológico. Que seja nosso companheiro, que converse com a gente assim, da mesma forma que conversamos com todos os leitores deste blig.

Essa citação nos conferiu o status de porta-vozes de uma grande e forte parcela da população. Uma classe de seres humanos tidos como de sexo frágil, mas que suportam a maioria das dores da vida. Nós, mulheres, temos a estranha e maravilhosa capacidade de dividir-nos entre a dor e a felicidade quando nos prestamos a realizar o milagre que Deus nos possibilitou executar: dar vida a uma outra vida.

Somos nós que suportamos as dores de nossos companheiros, filhos, amigos sempre com um sorriso nos lábios, na busca eterna de dar suporte a aqueles a quem amamos. Somos nós que enfrentamos jornadas diárias entre o ser mãe, mulher e empregada e, agora, temos a força e a coragem de querermos mudar o mundo. Quem sabe torna-lo mais forte e mais sensível; quem sabe torna-lo mais feminino.

Viemos falar sobre os recônditos do coração; sobre as pequenas e grandes questões da vida. Estamos aqui para dar espaço para os pequenos prazeres; os fatos que ocorrem na esquina; às conversas que se desenrolam no elevador; no salão; no trabalho; na cama. Nosso compromisso é relatar os sorrisos, denunciar as lágrimas e noticiar a grandiosidade da alma feminina.

Este blig, que nasceu sob o signo da paixão pela escrita; da vontade de falar mais do que a boca; da gana de dizer mais do que sempre nos foi permitido, nos trouxe uma nova e fantástica possibilidade de falarmos aquilo que tantas mulheres escondem. Muitas por vergonha; outras por medo. Mas, a grande maioria por não ter um espaço.

Pois que venham todas essas mulheres. Todos esses seres fantásticos. Todas as que são mães, meninas. As que acreditam em Deus ou numa força superior; as que querem galgar os mais altos graus na profissão e aquelas que querem apenas uma casa no campo, onde possam guardar seus amigos, seus livros e nada mais, tal e qual a maravilhosa Elis Regina. Que venham todas; que falem tudo; que tomem conta deste espaço; que nos ensinem a falar por elas sobre a plenitude que é ser MULHER.

Mariana Lira
para a redação do Clube do Dragão

enviada por Adoráveis Dragões






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