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| Nome: Ador�veis Drag�es |
| Idade: Na flor dos 25 |
| Moro em: Pernambuco. |
| Gosto de: Cerveja, cinema, boa conversa, boa literatura e, sem falso moralismo, sexo |
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06/02/2007 15:27
Hoje, eu acordei com a alma aos prantos e não quis saber por quê. Lá dentro, no âmago de tudo o que sou, ela esperneou, barraqueira, e fez um barulho danado. Tirou meus pensamentos do lugar; derrubou minhas prateleiras de idéias; misturou meus sonhos, rasgou meus planos e não quis nem saber também. Eu pedi para ela parar, mas ela não parou. Me sentei no chão, chorei e até briguei com ela. Mas não adiantou. Ela persistiu em destruir o resto de mim que continua inteira, por um milagre divino.
Não é a primeira vez que isso acontece. Minha alma é rebelde e parece sentir-se presa à tudo o que eu consegui realizar. É como se estivéssemos, eu e ela, dividindo um espaço pequeno demais pra nós duas. Ela me empurra de lá, eu cutuco ela de cá, mas a briga permanece, como duas mulecotas que brigam sem saber o porquê.
Pois hoje ela me atormentou o dia inteiro. Colocou lágrima nos meus olhos e um grito que eu mantive preso e sufocado na garganta. Meu coração ainda ta pulando, tamanha a carga de adrenalina que eu lhe empurrei sem ter nem ao menos para onde liberar.
Quando tudo isso acontece, eu sonho em ficar longe de mim mesma. Tirar umas férias; ser uma viajante da história de outrem. Assumir riscos que não são meus e, assim, acomodadamente, vencer sem ter vencido, sem acesso aos louros. Apenas vencer. Apenas vivier. Apenas. Nada mais.
Mariana Lira
enviada por Adoráveis Dragões
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